Nossa história

Ficou curioso né? Bem, é muito provável que você já conheça nossa história, mas se você fez questão de vir até aqui, merece conhecer alguns detalhes que talvez não saiba.

No final de 2003, eu comprei meu 2º computador. Pela 1ª vez eu teria acesso à internet. Aviso aos que tem menos de 20 anos: Internet nem sempre foi sinônimo de fotos baixadas instantaneamente, mensagens respondidas em segundos e aplicativos de paquera. Era internet discada mesmo, a incríveis 56 kbps.

Inspirado por um amigo que estava conversando com uma menina pela internet, me cadastrei no “Amigos virtuais do UOL”. A saber, em 2003 a ideia do Facebook ainda nem existia e o Orkut ainda era um bebê.

Nesse site, você cadastrava um perfil (sem fotos!) e procurava por outras pessoas com perfil que te agradasse. No meu caso, loira de olho azul em Santo André. E assim, encontrei uma tal de Priscila. Enviei uma mensagem pra ela... quer dizer, mais ou menos né? Porque o funcionamento do site era assim: eu enviava um email pro UOL e o UOL encaminhava pra ela. Ela respondia pro UOL, e o UOL me encaminhava... num tempo em que privacidade significava alguma coisa, o email das pessoas não era divulgado.

Ficamos assim por alguns dias, até que decidimos dar um passo adiante no relacionamento e trocar e-mails. Mesmo assim, as conversas não eram muitas. Ela me mandava um email de manhã, eu chegava do trabalho à tarde, conectava na internet, baixava o email e desconectava (afinal, ficar conectado significava deixar a linha de casa ocupada e gastar preciosos “pulsos”). Depois de ler o email, eu escrevia a resposta, conectava de novo e enviava a resposta. Ela me respondia e, quando eu voltava das aulas para tirar carta, perto das 11 da noite, eu repetia o procedimento para ler e responder.

Em uma dessas conversas, ela me encaminhou uma foto de biquíni (sem vergonha, né? rsrsr) e me pediu uma foto também. Felizmente, eu tinha uma foto razoavelmente recente para os padrões da época (de 1 ano antes, quando fui padrinho de casamento da minha prima Vivi). Pedi para meu grande amigo Douglinhas scanear a foto e gravar pra mim em disquete. Quando viu a foto, a Pri deve ter se apaixonado pelo meu vasto cabelo ou pela minha magreza e concordou em me dar seu telefone, para que pudéssemos desejar Feliz Natal um pro outro.




Logo depois, me disse que viajaria de férias por 20 dias para o litoral. Preocupado com algum amor de verão, insisti para que nos encontrássemos pessoalmente antes dela viajar. Ela relutou, mas aceitou me encontrar no shopping para irmos ao cinema. Passado o nervosismo de “il primo sguardo”, fomos para o cinema. Comentei que tinha visto recentemente um filme e que assistíssemos a outro, um filme romântico. Ela discordou e falou “vamos ver esse”, apontado para o mesmo que eu tinha acabado de assistir. Achei melhor não contrariar.

Tempos depois ela disse que, como estava sem óculos e sem lente de contato, não tinha enxergado o cartaz que eu tinha apontado antes. E que o nervosismo também tinha atrapalhado bastante.
Lá pela metade do filme, tive a ousadia de pegar na mão dela. Ela sempre disse que eu demorei, mas sabe como essas coisas são difíceis para os tímidos. Mais perto do fim, arrisquei um beijo que foi muito bem aceito.

Saímos do cinema, ficamos andando no shopping e depois a levei até o prédio onde ela morava... a pé, é claro. Mais alguns beijos no hall do prédio e eis que aparece o irmão dela, chegando do trabalho... oooops. Felizmente ele só disse um “oi” e pegou o elevador.

A essa altura, já era mais de meia noite. Achei melhor ir embora. Peguei o ônibus (que depois descobri que era o último do dia) e voltei pra casa. Estava tão feliz que nem liguei pra bronca que levei da D Edna por ter chegado tão tarde em casa.

Nos vimos de novo no dia seguinte. Dessa vez cruzei com o irmão dela indo pro trabalho kkkk. Ela foi viajar e eu fiquei com um medinho de nunca mais vê-la. Alguns dias depois recebi uma carta dela (sim, carta... escrita à mão, com um selo e entregue pelos Correios) com um postal de Ubatuba. Quando ela voltou pra Santo André, me ligou e marcamos de nos encontrar no dia seguinte.

O resto da história, é mais conhecida... descobrimos que tínhamos muito mais em comum que os olhos azuis e tivemos 6 anos e meio de namoro embalados por Jota Quest, Laura Pausini, The Corrs e Live. Ao namoro, já somamos 7 anos de casados e a certeza de que somaremos muito mais.  


TE AMO MINHA LINDA!

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