Eu me tornei aquele pai
Um dia desses, como faço todas as noites junto com a Pri antes de dormir, passei no quarto do André “só pra ver como ele estava”. Ele estava dormindo como um bebê. O que não me impediu de puxar um pouco o cobertor. Nos poucos passos que separam o berço dele da minha cama, eu me dei conta que tinha me tornado um pai que nunca imaginei que seria. Explico: Sou o filho caçula 14 anos mais novo que meu irmão Sandro. Sou o neto caçula do lado do meu pai e, por empate técnico com meu primo Renato, também do lado da minha mãe. Como a Pri me disse certa vez, fui acostumado a vida inteira a receber mais atenção do que dar. Definitivamente, isso não é um indicativo de que seria alguém muito atencioso com um filho. Tenho vários sobrinhos, o que talvez me permitisse usar o argumento de que “ajudei a cuidar de muitas crianças”. Mas meu nível de ajuda sempre foi mais em atividades como correr atrás da bola ou explicar as regras de algum jogo de tabuleiro. Ou seja, nunca ajudei a cuidar ...